Da cirurgia bariátrica à obesidade

Você sabia que de 50% a 80% das pessoas que fazem cirurgia bariátrica voltam a ser obesas? É uma triste constatação que não aparece na mídia e que nem mesmo é informado quando a pessoa opta por este tipo de intervenção.

cirurgia bariátrica

O que é (e o que não é) a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica ou outras similares não é uma operação estética, e sim deve ser feita quando a pessoa possui riscos sérios de saúde devido à obesidade mórbida. E como qualquer cirurgia, há riscos de morte durante o procedimento. Na maioria dos casos, o operado deverá consumir suplementos e medicamentos para o resto da vida. Estes são apenas algumas desvantagens e incertezas que este tipo de cirurgia pode causar. Além disso, muitas vezes outras cirurgias complementares são necessárias, como a retirada do excesso de pele – o que deve ocorrer apenas após dois anos.

Há uma supervalorização da mídia sobre a cirurgia bariátrica, mas não se explora o risco da pessoa voltar a ser obesa após o procedimento. É preciso entender que não há 100% de garantias e que o que faz a pessoa emagrecer, em qualquer situação, é a mudança de hábitos – após a cirurgia, há uma grande mudança no consumo de alimentos e no modo de realizar exercícios – e disso, ninguém escapa!

É válido ressaltar ainda que muitas pessoas veem a cirurgia bariátrica como uma intervenção estética – como o implante de silicone ou rinoplastia, por exemplo. E muitos médicos têm oferecido esta opção como forma fácil de perder peso, o que não é verdade.

Tipos de cirurgia bariátrica

Há basicamente três tipos de bariátrica. Há a que apenas reduz o estômago – são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Há ainda as cirurgias mistas, nas quais há a redução do tamanho estômago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).

Indicações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a cirurgia bariátrica para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos. Fora esta condição ou caso o foco seja estético, não é aconselhável. Além disso, cada caso deve ser reavaliado individualmente – só porque o seu amigo fez e deu certo, não quer dizer que sirva para você.

Para saber mais sobre como funciona a cirurgia bariátrica, os diferentes tipos de cirurgia, os cuidados e os riscos, acesse esta matéria divulgada pelo G1 e pelo Programa Bem-Estar.

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